sábado, 8 de outubro de 2011

Retrospectiva

No Outono de 1967, era eu uma criança de 4 anos de idade que vivia junto à linha de caminhos de ferro na grande metrópole que é Lisboa. Às 15.30, o comboio partia do que era o Apeadeiro da Cruz da Pedra, rumo a Sintra, e eu fui puxado com a deslocação do ar, tendo sido atropelado por esse mesmo comboio. A minha ambulância entre o local do acidente e o hospital de Santa Maria, foi uma viatura com um pneu furado. Naquele hospital estive internado 3 meses, sendo que 15 dias foram em estado de coma, mas apesar de não estar bem, sentia-me mais feliz do que em casa.


Dois anos mais tarde um atropelamento na Estrada de Benfica, por uma carrinha, deu origem a uma pequena fractura na clavicula


Na Primavera de 1972, a falta de higiene, o frio, e as más condições de habitabilidade, deram origem ao Sarampo que por sua vez originou uma broncopneumonia que me levou a ficar internado no Hospital Curry Cabral onde depois de devidamente tratado e para meu desgosto, tive de voltar para casa.


A 12 de Maio de 1983, um atropelamento numa localidade a 20 quilometros para lá do Porto, levou-me até ao hospital de S. João do Porto, com posterior transferência para um hospital de Lisboa, onde o meu internamento foi rejeitado, tendo sido encaminhado do Hospital de Santa Maria, para o Hospital de S. José, tendo também sido recusado o internamento, tendo sido encaminhado para S. Lázaro igualmente sem exito, tendo sido remetido para o tugurio familiar. situação esta que deu origem a um contacto com a imprensa, cuja noticia publicada num vespertino de seu nome Diário Popular alertou o responsável pela pasta da saude, que deu indicações ao hospital de Santa Maria para que me fossem buscar a (casa)


A 23 de Novembro de 1990, quando exercia as minhas funções de ajudante num armazém de distribuição de produtos alimentares, uma queda de cerca de 3 metros de altura, além de me ter causado dores, também me causou o medo de poder ter piorado as consequencias do acidente que sofrera 8 anos antes. Esta queda e ausência de recuperação visivel, foram o suficiente para o meu internamento numa clinica nos arredores de Lisboa, onde após algumas semanas de repouso absoluto, alguma medicaçao e fisioterapia, pude recuperar e voltar ao meu local de trabalho.


Em Junho de 1991, sentindo dores na perna direita, a prescrição de exames médico revelavam que essas dores tinham origem nas próteses colocadas na mesma , e no osso que crescia por cima das mesmas. O médico prontificou-se a submeter-me a uma intervenção cirurgica no hospital de Abrantes, uma vez que o hospital de Santiago do Cacém não reunia as melhores condições para a referida intervenção. Assim, a 20 de Novembro desse ano de 1991, dei entrada naquele hospital, tendo sido operado dois dias depois, operação essa que apenas serviu para agravar o meu estado, fracturando-me mais uma vez a perna que supostamente deveria ter sido tratada.


Após uma semana de internamento para estabilização da fractura, fui transferido de novo para o hospital de Santiago do Cacém, onde 5 semanas não foram suficientes para a recuperação, tendo tido alta e levado pelos bombeiros para casa. A intervenção de uma fisioterapeuta exterior ao hopspital daquela cidade alentejana que me encaminhou para o Hospital Ortopédico do Outão, foi a forma encontrada para a minha recuperação, mas não foi o suficiente para poder voltar a exercer as funções que desempenhava, pelo que tive de procurar outro emprego mais compatível com as minhas capacidades fisicas, não tendo cruzado os braços.


O aparecimento de um quisto e a inexistência de meios adequados em Sines para o respectivo tratamento, foi o suficiente para eu ser encaminhado para o hospital de S. Bernardo em Setubal, no qual depois de várias consultas, chegou-se a conclusão que a melhor forma de tratar deste quisto, seria extrai-lo , o que implicava nova intervenção cirurgica.


Dei entrada naquela unidade de saude em 05-04-99 para a referida intervenção cuja recuperação foi rápida, e 2 dias depois voltei ao trabalho.


Entre 2000 e 2002, um nódulo com alguma dimensão, apareceu na minha coxa esquerda, e levou-me a consultar várias vezes o médico, mas os dois primeiros, além de não acertarem no diagnóstico, também não tiveram o cuidado de me recomendar exames clinicos, havendo ainda uma terceira consulta em que a profissional de saude, teve essa preocupação. Depois de concluidos os exames para determinar o tipo de nódulo, foi necessária mais uma intervenção cirurgica.


Esta foi realizada em 20-04-2002, mas não foi motivo para deixar de trabalhar pelo que depois de passar um fim de semana no hospital e com a devida autorização clinica, mais uma vez, a forma de ultrapassar esta fase, foi voltar ao trabalho, embora fosse necessário continuar a fazer o tratamento na zona operada, mas um erro de avaliação ou simples descuido num dos tratamentos, levou-me de novo ao hospital.


O diagnóstico após analise do nodulo, é que era um cancro grave que necessitou de uma excisão alargada em Julho desse ano, no hospital da especialidade


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