terça-feira, 4 de outubro de 2011

Solidariedade



Em 1991, enquanto estava deitado na cama do Hospital de Santiago do Cacém com uma perna imobilizada, olhava no pequeno ecrâ televisivo as noticias cujas imagens aterradoras, deixavam o meu coração destroçado ao ver tanto sofrimento humano



Durante o tempo que estive internado naquele hospital, não deixei que o desânimo tomasse conta de mim, e pensei que quando estivesse melhor poderia levantar-me, enquanto muitos outros já não tinham mais essa possibilidade devido á incuria do homem. Desta forma pensei que talvez pudesse dar um pouco de mim mesmo, para que outros tivessem um pouco mais de conforto.



A solidariedade é hoje em muitos casos, usada para projectos que ficam apenas escritos num simples papel, não passando da teoria á prática, nem de boas intenções.



Assim, em Junho de 1992, coloquei alguns bens no velhinho carro que possuia na altura, e parti rumo á grande metropole para conhecer de perto as acções levadas a cabo pela Instituição Humanitária, Assistência Médica Internacional.



Foi desta forma que após ter tomado conhecimento das acções desenvolvidas por esta instituição, decidi ser a minha vez de me juntar a um punhado de seres humanos, e sabendo que muitos poucos fazem muito, comecei a contribuir com pequenos donativos, que junto com outros tinham ajuddo a AMI, a cumprir o propósito da sua existência.



A prática da solidariedade também é feita das acções daqueles que na retaguarda, dão o seu apoio a quem vai , porque ainda que esse apoio seja pequeno, a menor acção é melhor do que a intenção






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