quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Pessoa de Bem

O Estado não é pessoa de bem porque entende que todos os cidadãos estão obrigados a conhecer as leis, o que serve de desculpa para arrecadar impostos injustos quando muitos cidadãos são isentos dos mesmos, o que inviabiliza que esses mesmos cidadãos não sejam ressarcidos dos valores pagos indevidamente. Assim é fácil o Estado enriquecer com as injustiças cometidas para com os cidadãos

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Comissões Parlamentares

De nada servem as comissões parlamentares, a não ser para mandar areia para os olhos das pessoas, quando os deputados que delas fazem parte, não cumprem os seus deveres comparecendo nas mesmas, o que revela a importância que os cidadãos comuns têm para aqueles senhores.

sábado, 22 de outubro de 2016

Imagem de um País Democratico

IMAGEM DO PAÍS DEMOCRÁTICO


Portugal tem pouco mais de 40 anos de democracia, mas esta é uma democracia que está doente, e em que a corrupção facilitada pelo excesso de liberdade, e leis mal elaboradas, mais não têm feito do que levar os cidadãos a desacreditarem na política e nas instituições.
Um dos grandes problemas em Portugal, é que determinadas politicas, não tiveram em conta a dimensão do país, mas a implementação das mesmas, só se explica devido à falta de transparência e aos interesses instalados que têm minado de forma negativa a imagem da sociedade portuguesa.
Enquanto cidadão, não me revejo nesta sociedade nada transparente e onde as políticas sociais privilegiam os cidadãos que mais têm, em detrimento daqueles que menos têm, elevando os níveis de pobreza, que alimenta a existência de entidades de ajuda aos cidadãos mais carenciados.
Esta é a realidade de um país pobre em princípios, e onde os políticos têm falta de uma visão mais abrangente sobre uma realidade que tem sido difícil contornar face a hábitos que se foram enraizando, e onde são muitos os cidadãos que ao longo dos anos foram adquirindo direitos, sem cumprirem deveres.
Quando vejo atropelados os meus direitos, mas não deixo de continuar a cumprir os meus deveres, e vejo todos os quadrantes políticos, sem nenhuma vontade de alterar um decreto-lei potenciador de injustiças sociais, fico sem vontade de participar em qualquer ato eleitoral. Não vou perder tempo a resolver o problema de uma classe politica medíocre, cujas preocupações só mais evidentes na hora de serem eleitos.

                                                                                              Américo Lourenço

 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Extensão da plataforma continental

Transporte de Animais

Carga Geral
Carvoeiro
Gás Natural
Porta Contentores
Petroleiro
PORTO DE SINES
A extensão da plataforma continental pode ser uma enorme conquista para Portugal, mas importa também dotar o país de uma frota de navios que nos ajudem a tirar partido deste enorme potencial marítimo de que dispomos e que vai para além das  200 milhas.
Não conseguimos criar riqueza que sustente a economia portuguesa, se depois esbanjamos a mesma no pagamento de fretes ao exterior, podendo nós dispor de uma frota de navios que podem minimizar a nossa dependência do exterior pelo que o nosso potencial tem de ser conjugado sob diversos factores com a rentabilidade, o custo e o benefício.
As diversas valências de um porto de águas profundas como o de Sines, quem tem capacidade para receber em simultâneo entre 14 e 15 navios das mais variadas cargas e dimensões, são apenas uma das muitas características marítimas de um Portugal que caminha para os 9 séculos de história, mas onde se afigura como urgente uma mudança de estratégia para que possamos usufruir deste imenso mar.
É apenas uma questão de prioridades, sabendo que o nosso mar é uma alavanca para a economia do país, onde é importante a definição de uma estratégia que faça a interligação entre o transporte marítimo e o terrestre, analisando os prós e os contras, podemos concluir que o alargamento da plataforma continental, as estruturas marítimas de que Portugal dispõe, em coordenação com o transporte terrestre, rapidamente se pode chegar à conclusão que será um beneficio que se estende no tempo, estando apenas dependente de decisões politicas que travam a concretização das prioridades do país.

domingo, 25 de setembro de 2016

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Alusão ao Livro Entardecer

Entardecer


         Não é o que recebemos mas o que damos que revela o valor da vida que vivemos... é com estas palavras de dedicatória que o autor de “Entardecer”, publicado em Fevº 2012, acaba de oferecer à Revista de Marinha, na pessoa do seu diretor, esta pequena obra, genuina e despretensiosa, que merece ser conhecida e  lida por muitos.
         Ao ser-me pedida uma recensão, não posso deixar de dizer com toda a sinceridade e emoção, que este pequeno livro, certamente merecedor de uma revisão cuidada, não pretende concorrer a nenhum prémio literário, mas oferece, com toda a simplicidade, o retrato inspirador de um homem, autodidata, lutador e heróico sobrevivente de uma vida que se revelou adversa desde tenra infância.
         Na verdade, com uma bonita e sugestiva capa de um jovem que se faz ao mar, levando um barco pela mão, este livro oferece-nos através de um personagem de seu nome Manuel, um retrato auto-biografico de Américo da Silva Lourenço, que aos 48 anos olha para trás e resolve passar ao papel factos reais, dolorosas recordações, mas também uma mensagem de gratidão a todos quantos o ajudaram até aqui, na esperança de poder ajudar outros leitores mais bafejados pela sorte, ou talvez com dificuldades semelhantes e sem esperança.
         Ao longo de toda a sua vida tem procurado sobreviver, quase de forma sobrehumana, aos múltiplos traumas físicos e psicológicos que o marcaram desde a infância. Nascido “sem berço” numa família disfuncional, sem carinho familiar e sob grande violência verbal e física, agravada pelo alcoolismo do pai, com profunda carência das mais elementares condições materiais,  para cúmulo de infortúnio, foi vítima de acidentes gravíssimos e dolorosos : atropelamento por um comboio aos 4 anos, a que se seguiram mais dois atropelamentos por automóvel alguns anos mais tarde; na verdade, estes acidentes foram fruto da negligência tão habitual em famílias que vivem em grande pobreza e onde por vezes, como foi o caso, é a mãe quem sai de casa cedo e regressa bem tarde para sustentar as bocas de todos. Como é possível imaginar, parte da sua vida tem sido passada em camas de hospital, ao ritmo das várias dezenas de dolorosas operações e tratamentos a que teve de se sujeitar, somando horas sem fim, semanas e meses de intensa solidão, sofrimento e desamor...
         Como foi possível sobreviver e ser hoje um profissional de segurança no Porto de Sines?
         É essa a parte mais bonita e comovente desta pequena - grande obra!
Américo Lourenço quer dar-nos a conhecer as suas âncoras de salvação : os transeuntes que foi conhecendo e os amigos que foi fazendo e que o protegeram, vestiram, alimentaram e socorreram em momentos mais trágicos ( entre os quais professores que o acompanharam nos primeiros anos de dificuldades escolares); os “missionários” da Igreja Evangélica que lhe ofereceram mensagens de esperança, o convidaram e o levaram a uma igreja, alimentando o corpo e a alma com alimento material e espiritual, e mais tarde lhe deram casa digna e trabalho; e por fim, o próprio navio missionário ( da Igreja Evangélica alemã)  - a maior biblioteca ambulante, de seu nome DOULOS (palavra grega que significa aquele que serve), onde pôde embarcar como voluntário e tripulante por duas vezes e onde descobriu a paixão pelo Mar e atividades marítimas ... a partir dos seus 15 anos.
         Américo Lourenço é um homem bom, corajoso e sensível – como o revela a sua poesia e os amigos aqui testemunham! - com um sorriso quase de criança, sempre desejoso de aprender mais e ajudar os outros. Podia ser um revoltado, um delinquente, um sem-abrigo, mais uma vítima caída na berma lamacenta da estrada da vida, como tantos outros nascidos em  melhores condições. Graças a Deus assim não aconteceu, e por isso merece ser lido, conhecido e admirado.  Como ele diz na introdução: Entardecer é uma alusão às coisas boas, que demasiado tarde aconteceram na minha vida  e  mais adiante ... escrever um livro (...) é também a oportunidade que tenho de dar um pouco de mim a outros(...). Obrigada, Américo Lourenço! Felicidades!
         Um agradecimento também à Chiado Editora por querer dar oportunidade aos mais simples dos “escritores”, ao afirmar que ... um livro é um encontro entre duas pessoas através da palavra escrita e dizendo-nos em letra pequenina logo no início ... o nosso desafio é merecer que este livro faça parte da sua vida. Ele acaba de se tornar parte da minha! Muito obrigada.
         O livro encontra-se à venda....tem o custo de....Para mais informações, contactar....


                                                                                    F.F.


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Desigualdade