quinta-feira, 14 de maio de 2020

Testemunho de Vida

Testemunho de Vida
A 12 de Maio de 1983, na localidade de Cete, a cerca de 25 quilómetros para cima da cidade do Porto, cerca das 9 horas da manhã, ao atravessar uma estrada com pouca visibilidade, surgia um carro a circular a alta velocidade, e cujo embate no meu corpo com demasiada violência, tendo-me projectado pelo ar cerca de três metros, indo parar debaixo de um camião que circulava em sentido contrário, tendo eu rebolado cerca de quatro metros debaixo do mesmo, ficando ao meio do rodado de trás.
A violência do embate foi tanta que a viatura ligeira ficou atravessada em frente do camião, tendo ficado demasiado danificada, sendo um milagre eu não ter ficado esmagado entre os dois, ou debaixo das rodas do camião. Consciente do que me tinha acontecido, olhando estado em que estavam as minhas pernas, consegui arrastar-me para a berma da estrada, enquanto aguardava a chegada da ambulância, que tardava o socorro devido à passagem do comboio.
Após a chegada desta, com o devido cuidado, fui colocado dentro da mesma, tendo-se iniciado uma viagem que parecia interminável quando por fim chegávamos ao hospital de São João do Porto, onde o meu internamento durou cerca de dois meses, com várias intervenções cirúrgicas.
A notícia do grave acidente depressa chegou ao conhecimento de algumas pessoas de família e de amigos que em gestos solidários, encetaram viagem de algumas centenas de quilómetros para me poderem demonstrar a sua preocupação, amizade e dedicação em momentos menos bons.
O meu internamento naquele hospital do norte do país, teve a duração de aproximadamente dois meses, tendo posteriormente sido transferido para um hospital da capital, como forma de descartar responsabilidades, num tratamento necessário, mas que vinha sendo adiado sucessivamente.
Tendo sido recusado o meu internamento na unidade hospitalar para onde fui encaminhado, durante oito dias percorri outras na tentativa de poder vir a ser tratado conforme a exigência das circunstâncias, mas sem sucesso, numa odisseia que só teve um desfecho positivo passados esses oito dias, após a intervenção do órgão de informação Diário Popular, que tendo noticiado o caso, fez com que o responsável da pasta da saúde na altura, interviesse, ordenando o meu internamento, tendo eu ficado conhecido junto da equipa médica, como o amigo do electricista. O electricista, era um alto responsável da EDP, que tinha sido nomeado para Ministro da Saúde) Maldondado Gonelha. A preocupação, a amizade e a dedicação da professora de ensino especial na minha adolescência, foi determinante no contacto com a comunicação social, para o desfecho, cujo tratamento tardio, estaria prestes a culminar na amputação de uma perna.
Com muita persistência e ajuda de pessoas que me queria bem, recuperei e ainda que com bastante dificuldade, consegui arranjar trabalho, fiz parte de um coral evangélico, colaborei como voluntario e tripulante de um navio, fui doador da Assistência Médica Internacional, fui voluntário na Exposição Mundial do Oceanos, Expo 98, tendo ainda colaborado durante 12 anos como voluntario num evento para crianças e adolescentes na Alemanha, numa sequência de acontecimentos que foram importantes como crescimento pessoal, e em que pude perceber que acções de solidariedade ou voluntariado em que estive envolvido, foram como que uma forma de retribuir, o que em circunstâncias diferentes outros fizeram por mim e cujas atitudes, fazem-me sentir um ser humano eternamente grato.
Américo Lourenço
Agueda Sousa, Violeta Sousa e 36 outras pessoas
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terça-feira, 5 de maio de 2020

Angariação de Fundos


O SETUBALENSE, único jornal diário em papel do distrito de Setúbal, tem em curso uma campanha de recolha de fundos, crowdfunding, em que apela à comunidade em geral, empresas e particulares, e em especial ao leitores, para conseguir manter a publicação durante este período de pandemia.
A campanha, lançada através da plataforma PPL Portugal Crowdfunding, está activa desde inicio de Abril e permite a doação de qualquer valor até um máximo de cinco mil euros. Qualquer pessoa, individual ou colectiva, pode contribuir. Basta ir à plataforma com link ppl.pt/causa/osetubalense.
O jornal continua a publicar-se todos os dias úteis, e reforçou fortemente a sua actividade editorial nos meios digitais, mas a continuação desta dinâmica, e mesmo da publicação regular, está em risco devido à falta de receitas de publicidade decorrente da pandemia de Covid-19.
A publicação regular do jornal, com 165 anos de vida, tem um custo mensal superior a 40 mil euros e, na situação actual, a editora assume que não vai conseguir suportar este encargo durante muito mais tempo pelo que apela à comunidade de toda a região
O jornal está a manter os leitores informados sobre o desenrolar da campanha, com noticias diárias das contribuições. neste momento, o prazo vai a meio (decorre até dia 02 de Junho) e o valor vai um pouco abaixo dos 50%. Dos 30 mil euros necessários, foram recolhidos 14.182 euros.

A forma de entrar na plataforma, para fazer donativo, é através deste link

Se clicar em cima do link vai lá ter.

Com os melhores cumprimentos

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Mensagem de Encorajamento

A 29 de Junho de 1963, nascia no Hospital de Santa Maria em Lisboa, uma criança á qual foi dado o nome de Américo Manuel da Silva Lourenço, criança esta que viria a residir com seus pais e irmãos em S. Domingos de Benfica, junto ao antigo apeadeiro da Cruz da Pedra, na linha que faz a ligação entre Lisboa e Sintra.
4 anos depois, numa tarde de Outono, pelas 15:30, o comboio parava naquele apeadeiro, despertando a curiosidade do Américo, que aproximando-se da linha, sofreu um embate pelo comboio, tendo sido socorrido pelo proprietário de uma mercearia Sr. António Costa, situada na Travessa de S. Domingos de Benfica.
O Sr. António Costa transportou a criança no seu Morris Mini, com um pneu furado até ao Hospital de Santa Maria, tendo ao mesmo tempo recebido respiração de boca a boca por sua mãe até ao hospital, onde ficou 15 dias em coma e 3 meses hospitalizado.
Américo Lourenço recuperou, venceu e embora com bastante dificuldade, concluiu o ensino primário, tendo o desejo de ir para a universidade, desejo frustrado, devido ás inúmeras dificuldades.
Américo Lourenço concluiu mais tarde o 9º e o 12º ano, tem publicado mais de 800 artigos em vários órgãos de comunicação social, sobre vários temas, tem 3 livros publicados, e tem participado em várias acções de voluntariado e é hoje um colaborador na área da segurança no Porto de Sines.
Hoje, quando aguardo na estação de Grândola o comboio para Lisboa, mas enquanto espero, cruza-se na mesma um comboio de mercadorias proveniente de Sines, tenho de procurar segurar-me ou refugiar-me em algo, receoso de sofrer as consequências da deslocação do ar, causado pela sua passagem.
Teria todas as razões para não gostar de andar de comboio, mas este é o meio de transporte que mais me fascina.
Nesta fase complicada da vida de todos nós, é encorajador lermos testemunhos de superação, e uma palavra de estimulo, pelo que este testemunho é uma singela homenagem a todos aqueles que nos mais diversos sectores da sociedade, não podem deixar de trabalhar, servindo outros.
Um bem-haja
Américo Lourenço

sábado, 11 de abril de 2020

Visita à Fábrica

Explicação sobre o funcionamento da produção na Repsol Polímeros, no âmbito da visita do ComSines

Uma Imagem dúvidosa