É frequente em manifestações de descontentamento, alguns cidadãos falarem de direitos, o que é legitimo, quando também cumprimos deveres.
Ao longo dos anos, conhecendo um pouco da constituição portuguesa, tendo a noção de que não sou o único a sofrer com as injustiças sociais, considero que tenho sido um dos poucos cidadãos que de uma forma ou de outra, nunca deixou de lutar, baixando os braços perante as dificuldades. Lamentavelmente se a Constituição da Republica diz uma coisa, a classe politica faz outra, acrescentando dificuldades no acesso ao direito dos cidadãos, mas é muito hábil na criação de leis que penalizam os mesmos, quando estes não cumprem os seus deveres.
Apesar de esbarrar em burocracias impostas por uma classe politica que nem sempre dá os melhores exemplos, até hoje, depois de muitos contatos efetuados com inúmeras entidades, em que sistematicamente sou encaminhado qual bola de ping pong de umas para as outras, como que descartando responsabilidades, é fácil interpretar nas entrelinhas que este é o país, onde os governantes adiam a politica de proximidade que não reflte discursos pomposos.
Nem todos os cidadãos estão em condições de cumprir determinados deveres, mas nem por isso deixam de ter direitos, havendo quem cumpra os seus deveres, sendo-lhes recusados direitos. Acontece que está mais do que provado de que as politicas portuguesas tem o objetivo de procurar vencer os cidadãos pelo cansaço, para que estes desistam de lutar pelos seus direitos. No que me diz respeito tenho por principio que quem desiste de lutar, nunca se poderá declarar vencedor

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