sábado, 4 de fevereiro de 2017

Poema de um amigo

Ao Américo Lourenço

Tu que da vida tens
Tão pouco e julgas muito
Agora que tuas mãos vazias
Te parecem abandonar
O infortúnio,
Dá-me um pouco desse
Alento que te sobra
Ensina-me a dobrar
Os dias que me são fartos
E a limpar o tempo
Em que me confundo.

Tu que o sofrimento
A pele te foi curtindo
E agora dessa fresta
Te parece sair
a luz duma clareira
Faz da tua mão
O sinal firme,
Ajuda-me a colher
O que não presta
A vida a encarar
Em nova sementeira

Tu que recordas
A criança que não foste
Agora que a vida
Te parece começar
Nega essa força quebrada
Sem o vigor da luta
Que o teu exemplo
Pode ajudar.


Sines,02/06/06                                     José António Chocolate



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