sábado, 23 de maio de 2026

Mover Montanhas

                       A fé que move montanhas, é o prémio daqueles que mudaram pequenas colinas 

terça-feira, 19 de maio de 2026

Critérios Governamentais

 Dualidade de Critérios Governamentais

Sou um simples vigilante há cerca de 27 anos, e não posso comparar a atividade de um vigilante com a de um advogado ou Presidente da Assembleia da Republica, mas faço parte de uma classe profissional que perde dias e perde noites para estar atento á proteção de pessoas e bens.
Acredito que os honorários cobrados pelos serviços de um advogado e posteriormente os descontos sobre os valores recebidos também pelo desempenho de cargos politicos, tenham sido maiores que os meus, mas eu não nasci em berço de ouro e a segunda figura do Estado, não terá feito tantos sacrificios como eu, ou como o comum dos cidadãos.
Eu não me sinto representado pela classe politica portuguesa, quando existem instrumentos supostamente legais, que não integram o regime de limitação de salários com pensões, em que a segunda figura do Estado, recebe 4000 euros de despesas de representação, que em conjunto com a sua pensão soma a (pequena) quantia de 13.576 euros por mês.
Eu recebia cerca de 256 euros de uma pensão de invalidez, mas como tinha que trabalhar numa atividade diferente da metalurgica para tentar ter um pouco de dignidade de vida, a pensão foi-me retirada, mas hoje com 44 anos de descontos, 81% de incapacidade, trabalho com sacrificio sobre-humanos porque não posso acumular a pensão de invalidez, com salário, num país com dualidade de critérios, onde alguns cidadãos são mais iguais do que outros
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domingo, 17 de maio de 2026

Tratamento Politico

 No discurso da tomada de posse do agora mais alto magistrado da nação, retive a frase em que este dizia que ninguém ia ficar de fora.

No sabado de 25 de abril, ocorreu-me enviar um email para a Presidência da Republica, e outro para a Presidência do Concelho de Ministros, diretamente para o Sr Primeiro MinIstro, com uma descrição pormenorizada da minha situação, o que aliás já tinha feito para todos os grupos parlamentares, sem qualquer feedback dos mesmos.
A resposta ou falta da mesma não me surpreende porque a minha experiência ao longo da vida, não me faz acreditar em milagres, porque pouco importa se a minha exposição tem como resposta a frase que (Mereceu a Melhor Atenção), se depois não há uma resposta concreta.
Tem sido assim ao longo de muitos anos em que aqueles que teem maiores responsabilidades e possibilidade de solucionar muitas situações injustas, apenas dão respostas vagas, ou então nem sequer respondem, o que mostra as duas faces dos politicos que em campanha eleitoral proferem discursos eloquentes, mas onde a postura depois de eleitos, faz cair a mascara dos mesmos, ignorando aqueles que os confrontam
As muitas cartas de resposta arquivadas ao longo de muitos anos, resumem-se a palavras bonitas, onde aqueles que são os verdadeiros destinatários das mesmas, nos encaminham para outra entidade que é suposto ser competente, mas é uma forma de descartarem a sua responsabilidade.
Percebi há muito tempo que a classe politica tenta vencer os cidadãos pelo cansaço, pelo que muitos desistem de lutar, mas se há algo que nunca faço, é desistir, porque se o fizer posso vir a arrepender-me, e o arrependimento nunca é cedo demais, mas pode ser tarde demais e a mim, o que não me derruba torna-me mais forte
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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Saude Vegetal


 Hoje em dia, a velocidade a que se processa a produção industrial, o manuseamento das plantas e produtos alimentares, não é garantia da nossa segurança alimentar. No dia 12 de Maio, foi o dia Internacional da Sanidade Vegetal que destaca a importância da produção das plantas na segurança alimentar.
Foi com o objetivo de sensibilizar a comunidade local, que a Direção Geral de Alimentação e Veterinária, promoveu ontem no auditório da Administração do Porto de Sines, uma ação de sensibilização, numa data que está ligada com a preservação das especies e inevitavelmente com as alterações climáticas.
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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Fundações e Associações


 Em Novembro de 1990, fui operado no Hospital de Abrantes, para extração do material de osteo síntese na coxa e na bacia do lado direito, numa intervenção cirúrgica que correu mal, tendo a perna sido fraturada novamente, e o material que deveria ser retirado, continua no meu organismo.

A transferência do Hospital de Abrantes para o Hospital Conde do Bracial, que deveria ter ocorrido em três dias depois, ocorreu passado uma semana, tendo permanecido naquele hospital até ao início de Janeiro de 1991.
Durante este período de internamento, a solidão só era quebrada ao final de cada tarde, quando as auxiliares do hospital, empurravam a cama onde eu estava, para a sala da televisão, onde aí eu poderia abstrair-me da tristeza e solidão que sentia.
Na televisão, o presidente norte americano, era notícia devido á Tempestade no Deserto, na sequência da invasão do Koweit pelo Iraque, e entristecia-me a ver as imagens de inocentes que sofriam as consequências daquele conflito, e ocorreu-me pensar que no amanhã talvez me pudesse levantar, enquanto muitos, jamais se poderiam levantar.
Com esta visão bem vincada, no dia 3 de Janeiro de 1991, após ter alta do hospital, pensei em fazer parte de alguma entidade para ajudar outros e com este desejo escrevi a uma alta figura do Estado para indagar sobre qual seria a entidade credível, á qual eu poderia juntar-me, e cuja resposta veio em carta datada de 19-03-1991, mas não com a indicação que solicitei.
Em Junho de 1992, era proprietário de um renault 5, no qual coloquei alguns pertences, e parti rumo a uma das principais avenidas de Lisboa para conhecer o trabalho de uma fundação humanitária da qual me tornei Amigo 0810.
Durante meses fiz um pequeno donativo, e sem esperar, recebo um diploma de honra com a data de 11/10/1993, nomeando-me como suposto membro de um conselho consultvo que nunca conheci.
Solicitei á Camara Municipa de Sines, um espaço onde pudessem ser colocados bens recolhidos, que posteriormente transportados para a sede da fundação. Um jornalista local publicou num matutino que a fundação iria abrir uma delegação em Sines, o que provou que muitas vezes o Jornalismo deturpa os factos.
Organizei alguns eventos solidários em Santiago do Cacém, Sines e Santo André, para dar a conhecer a instituição e recolher eventuais fundos para o trabalho da mesma, recolhi rádiografias para reciclagem, vendi artigos com o logo dessa fundação, onde o produto da mesma foi integralmente para a mesma, estive presente nalgums atividades solidárias com o único objetivo de dar um pouco de mim.
Numa fase menos boa da minha vida , deixei de poder dar o meu contributo financeiro, tendo vindo a verificar algum distanciamento no trato, e até de algum distanciamento, desde que foi publicada a falsa notícia da abertura da delegação dessa fundação, hoje associação.
Não sou rico e não me arrependo das minhas atitudes porque o que fiz foi de coração, e embora possa transparecer que foi pouco o que fiz ou dei, muitos poucos fazem muito. e a lição que aprendi, é que há muitos cidadãos com muito, que fazem muito pouco.
As nossas atitudes são muitos mais importantes do que a nossa capacidade, por isso a ajuda que me proponho dar, sempre que solicitada, não será a instituições que enriquecem os seus fundadores, mas a seres humanos, em que os grandes pensamentos colocados em prática, resultam em grandes ações.

Comparação com outros tempos