Dualidade de Critérios Governamentais
Sou um simples vigilante há cerca de 27 anos, e não posso comparar a atividade de um vigilante com a de um advogado ou Presidente da Assembleia da Republica, mas faço parte de uma classe profissional que perde dias e perde noites para estar atento á proteção de pessoas e bens.
Acredito que os honorários cobrados pelos serviços de um advogado e posteriormente os descontos sobre os valores recebidos também pelo desempenho de cargos politicos, tenham sido maiores que os meus, mas eu não nasci em berço de ouro e a segunda figura do Estado, não terá feito tantos sacrificios como eu, ou como o comum dos cidadãos.
Eu não me sinto representado pela classe politica portuguesa, quando existem instrumentos supostamente legais, que não integram o regime de limitação de salários com pensões, em que a segunda figura do Estado, recebe 4000 euros de despesas de representação, que em conjunto com a sua pensão soma a (pequena) quantia de 13.576 euros por mês.
Eu recebia cerca de 256 euros de uma pensão de invalidez, mas como tinha que trabalhar numa atividade diferente da metalurgica para tentar ter um pouco de dignidade de vida, a pensão foi-me retirada, mas hoje com 44 anos de descontos, 81% de incapacidade, trabalho com sacrificio sobre-humanos porque não posso acumular a pensão de invalidez, com salário, num país com dualidade de critérios, onde alguns cidadãos são mais iguais do que outros
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