segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Retrospectiva

Exposição


Fui vítima de má prática médica por várias vezes, tendo a primeira sido em 1983 quando do hospital de S. João do Porto, fui colocado numa ambulância, rumo ao hospital de Santa Maria em Lisboa, onde foi recusado o meu internamento, só possível oito dias depois devido á intervenção do vespertino Diário Popular, que tendo publicado a história em 1983-07-19, com a recusa deste e outros hospitais ao meu internamento, deu origem a que o Ministro da Saúde, Sr. Maldonado Gonelha confrontado com a notícia ordenasse o meu internamento no hospital de Santa Maria.
Em 1991 a existência de fortes dores na minha coxa direita, levaram-me ao hospital Conde do Bracial, em Santiago do Cacém, cujo clinico Dr. Paiva constatou serem causadas pelas placas metálicas que me tinham sido colocadas oito anos antes, tendo sido encaminhado pelo mesmo clinico, para o hospital de Abrantes, com o argumento de que aquele estabelecimento hospitalar reunia as condições adequadas para fazer a extracção do material de osteo-sintese, em 23-11-1991 pelo Sr. Dr. Carlos Hipólito, mas esta foi uma tentativa falhada, com nova fractura na perna, e transferência duas semanas depois, novamente para o hospital Conde do Bracial, onde permaneci cerca de cinco semanas deitado, e de onde tive alta, procurando outro clinico que me encaminhou para o hospital ortopédico do Outão, onde me foi colocado um aparelho articulado, que me permitiu começar a dar os primeiros passos.
Perante as minhas condições físicas pouco propícias para uma actividade que exigisse maior esforço físico, depois de ter trabalhado na metalúrgica, com bastante dificuldade (Petrogal e Ponte para a Dinamarca), lutei na altura por uma pensão de invalidez, que em 1996 era de 26.000$00, valor este que me obrigou a procurar um trabalho mais compatível com as minhas capacidades, e cujo vencimento em conjunto com a pensão, me ajudariam a colmatar as dificuldades decorrentes da minha situação física.
No ano de 1999, um nódulo na minha perna esquerda, levou-me a consultar o médico de serviço no Centro de Saúde de Sines, Dr. Ferraz cuja observação final foi para inventar outras doenças. Passado um ano e perante a persistência dos sintomas, voltei ao médico, Dr. Oliveira e Silva que não tendo analisado de forma cuidada a situação, diagnosticou-me um lipoma, e só uma terceira consulta depois de terem passado três anos, a Sra. Dra. Fernanda Mendes teve a preocupação de me encaminhar para fazer exames clínicos, que detectaram a existência de um Leiomiossarcoma (Cancro Grave) que originou a que tivesse de ser submetido a duas intervenções cirúrgicas para extracção do mesmo, e uma excisão mais alargada para limpar vestígios, em 24-04-2002 no Hospital Conde de Bracial, e 22-07-2002 no IPO em Lisboa.

Na década de 2000, fortes dores de cabeça, e o lado direito da minha cara preso, levaram-me ao hospital Conde de Bracial, em Santiago do Cacém, onde a assistência médica me foi recusada, tendo sido enviado para o Centro de Saúde de Sines, onde nem sequer existiam meios técnicos, nem humanos, mas onde o clinico de serviço Dr. Carlos Reis, me encaminhou para o Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, onde me foi diagnosticada uma paralisia facial.
Em Setembro de 2007, no governo do Sr. Engo. Sócrates, por força de um decreto-lei omisso e mal concebido, o estado retirou-me a pequena pensão, contrariando a Constituição da Republica Portuguesa, no capítulo II correspondente aos Direitos e Deveres Social, artigo 3, nº3.
Na sequência daquilo que considero ser uma injustiça social, apresentei à Assembleia da Republica, uma petição com 3351 assinaturas, tendo sido convocado no âmbito da mesma, para uma audição, numa pretensa Comissão de Trabalho e Segurança Social em Janeiro de 2015, comissão esta composta apenas pelo subscritor e três acompanhantes e apenas uma deputada relatora, tendo o desfecho desta petição acontecido a 27 de Abril numa reunião daquela Comissão, em que a mesma foi aprovada por unanimidade sem que fosse claro se essa unanimidade era positiva ou negativa para mim.
De 2012 a 2015, no início de cada um destes anos, dirigi-me à repartição de finanças de Sines no sentido de saber se estaria isento do pagamento do Imposto Municipal Sobre Imóveis, tendo sido informado vez após vez que não estaria isento, quando na verdade face ao valor patrimonial da minha casa, e aos meus rendimentos anuais, eu estaria isento, considerando por isso que me foi prestado um mau serviço, pelo que no seguimento do mesmo, enviei em 23-08-2016, uma carta ao Sr. Ministro das Finanças, Dr. Mário Centeno, mas não obtive qualquer resposta.
Sou apenas um cidadão português num universo de dez milhões, mas ontem existem certamente outras histórias de vida com contornos semelhantes que teriam de ser olhadas de uma forma mais humana, porque falando por mim e independentemente das minhas dificuldades, nunca deixei de lutar cumprindo os meus deveres sem ter a garantia de ver respeitados os meus direitos.
As minhas dificuldades não são, nem nunca foram razão para cruzar os braços e a prova disso é que em 17 anos, fui submetido a 9 intervenções cirúrgicas, no Hospital de S. Bernardo em Setúbal, no Conde do Bracial em Santiago do Cacém, no Instituo de Oncologia em Lisboa e no Hospital do Litoral Alentejano, e nunca estive de baixa, nunca deixando de trabalhar, procurando adaptar-me, e embora existam limitações físicas, as mesmas até agora não me impediram de fazer turnos, tentando cumprir o meu dever.
Exercendo a actividade de vigilância, venho constatando a existência de diversas ilegalidades praticadas pela entidade empregadora, as quais foram já comunicadas às diversas entidades competentes, mas estas denuncias lesivas do Estado, não originaram uma acção fiscalizadora e penalizadora, o que é razão mais do que suficiente para não acreditar num país onde as entidades pagas com o dinheiro de todos nós, não fiscalizam o cumprimento de regras estabelecidas para salvaguardar os direitos de seres humanos que se esforçam e que dão o melhor de si, mas que em lugar de verem os seus direitos salvaguardados e respeitados, não têm quem os defenda.
Não se exige que o mundo seja perfeito, mas que os seres humanos sejam tratados com respeito e dignidade, o que no meu caso, com um percurso demasiado acidentado em que tendo as autoridades conhecimento do que se passa, e não dando uma resposta satisfatória, ou minimizar os efeitos das dificuldades dos cidadãos, mais não é do que uma enorme falta de vontade politica, e falta de respeito por quem luta, e porque não obstante as dificuldades, não se deixa vencer.
Tenho 53 anos, um atropelamento de comboio logo aos 4 anos de idade, mais de 20 internamentos, 18 intervenções cirúrgicas e  15 dias em coma e perante este percurso onde o Estado esteve ausente, é natural que me sinta descrente na política de um país que não valoriza os cidadãos, e que não cumpre o seu papel.



                                                                              Américo Lourenço     

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Pessoa de Bem

O Estado não é pessoa de bem porque entende que todos os cidadãos estão obrigados a conhecer as leis, o que serve de desculpa para arrecadar impostos injustos quando muitos cidadãos são isentos dos mesmos, o que inviabiliza que esses mesmos cidadãos não sejam ressarcidos dos valores pagos indevidamente. Assim é fácil o Estado enriquecer com as injustiças cometidas para com os cidadãos

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Comissões Parlamentares

De nada servem as comissões parlamentares, a não ser para mandar areia para os olhos das pessoas, quando os deputados que delas fazem parte, não cumprem os seus deveres comparecendo nas mesmas, o que revela a importância que os cidadãos comuns têm para aqueles senhores.

sábado, 22 de outubro de 2016

Imagem de um País Democratico

IMAGEM DO PAÍS DEMOCRÁTICO


Portugal tem pouco mais de 40 anos de democracia, mas esta é uma democracia que está doente, e em que a corrupção facilitada pelo excesso de liberdade, e leis mal elaboradas, mais não têm feito do que levar os cidadãos a desacreditarem na política e nas instituições.
Um dos grandes problemas em Portugal, é que determinadas politicas, não tiveram em conta a dimensão do país, mas a implementação das mesmas, só se explica devido à falta de transparência e aos interesses instalados que têm minado de forma negativa a imagem da sociedade portuguesa.
Enquanto cidadão, não me revejo nesta sociedade nada transparente e onde as políticas sociais privilegiam os cidadãos que mais têm, em detrimento daqueles que menos têm, elevando os níveis de pobreza, que alimenta a existência de entidades de ajuda aos cidadãos mais carenciados.
Esta é a realidade de um país pobre em princípios, e onde os políticos têm falta de uma visão mais abrangente sobre uma realidade que tem sido difícil contornar face a hábitos que se foram enraizando, e onde são muitos os cidadãos que ao longo dos anos foram adquirindo direitos, sem cumprirem deveres.
Quando vejo atropelados os meus direitos, mas não deixo de continuar a cumprir os meus deveres, e vejo todos os quadrantes políticos, sem nenhuma vontade de alterar um decreto-lei potenciador de injustiças sociais, fico sem vontade de participar em qualquer ato eleitoral. Não vou perder tempo a resolver o problema de uma classe politica medíocre, cujas preocupações só mais evidentes na hora de serem eleitos.

                                                                                              Américo Lourenço

 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Extensão da plataforma continental

Transporte de Animais

Carga Geral
Carvoeiro
Gás Natural
Porta Contentores
Petroleiro
PORTO DE SINES
A extensão da plataforma continental pode ser uma enorme conquista para Portugal, mas importa também dotar o país de uma frota de navios que nos ajudem a tirar partido deste enorme potencial marítimo de que dispomos e que vai para além das  200 milhas.
Não conseguimos criar riqueza que sustente a economia portuguesa, se depois esbanjamos a mesma no pagamento de fretes ao exterior, podendo nós dispor de uma frota de navios que podem minimizar a nossa dependência do exterior pelo que o nosso potencial tem de ser conjugado sob diversos factores com a rentabilidade, o custo e o benefício.
As diversas valências de um porto de águas profundas como o de Sines, quem tem capacidade para receber em simultâneo entre 14 e 15 navios das mais variadas cargas e dimensões, são apenas uma das muitas características marítimas de um Portugal que caminha para os 9 séculos de história, mas onde se afigura como urgente uma mudança de estratégia para que possamos usufruir deste imenso mar.
É apenas uma questão de prioridades, sabendo que o nosso mar é uma alavanca para a economia do país, onde é importante a definição de uma estratégia que faça a interligação entre o transporte marítimo e o terrestre, analisando os prós e os contras, podemos concluir que o alargamento da plataforma continental, as estruturas marítimas de que Portugal dispõe, em coordenação com o transporte terrestre, rapidamente se pode chegar à conclusão que será um beneficio que se estende no tempo, estando apenas dependente de decisões politicas que travam a concretização das prioridades do país.

Excedente ou Embuste